curitiba, desgraçadinha do meu coração.
há mais de um dia que chove sem parar.
cortou o embalo dos bons-dias curitibanos...
aqueles, onde se faz uma pergunta sobre o tempo,
com aquela naturalidade truncada.
na chuva, os pedestres ficam mais afoitos.
acham que os guardas-chuvas irão derreter,
então se jogam nas faixas de pedestres,
dando trela ao outro bom-dia curitibano: a buzina.
aliás, tire a buzina de um veículo curitibano,
e terás tirado a chupeta de uma criança.
ou o sexo de um anjo.
ou qualquer outra analogia besta.
curitiba, lar dos motoristas psicopatas.
engarrafamento aqui, é coisa de longnecks.
centenas de pequenas doses de adrenalina,
tocando seus populares prateados a cem por hora,
por ruelas que chamamos de rápidas.
agora, parou de chover.
atingiu-se o equilíbrio mágico.
o belém transborda,
vila fanny acorda.
e por aí vai.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
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