quarta-feira, 31 de março de 2010

me encontro com ela, todas às noites,
desde aquela noite.

conversamos um pouco.
contam-se anedotas, estórias, cantigas inventadas.
é tudo muito íntimo.
como tem que ser.

então, ela passa os dedos pela minha mandíbula.
contorna meu rosto com suas mãos geladas.
segura-o como a uma máscara.

passeia seus dedos pelas minhas bochechas,
força as têmporas contra o corpo.
e quando se aproxima dos meus olhos...

assim, ela me envolve.
me vicia em seus abraços noturnos.
me põe no colo da imagem que faço dela.
afaga meus sonhos e objetivos.

coloca eles de lado,
ao meu lado.

olhando para mim.

e cercado de ilusões fabricadas para dar sentido,
durmo sem ter tido, a doce ilusão de sono.

Um comentário:

Hugo Simões disse...

tava sentindo falta dos seus poemas